sexta-feira, 13 de maio de 2011

O mais difícil do recomeçar é sabermos como começar.
Como um escritor perdido em ideias para o seu livro sem saber como começa-lo, como um explorador no princípio de uma descoberta sem saber onde primeiro ir, como alguém perder o chão e de seguida levantar se sem saber com que pé deve avançar.
O vento vai correndo libertando a minha cara de alguns fios de cabelo para que a minha pele possa respirar e os meus olhos olharem em frente. A sensação de estar de pé consegue ser tão curiosa como se nunca tivesse estado nesta posição.


Pergunto ao mundo, pergunto ao vento, pergunto ao céu qual deve ser o pé que deve marcar o primeiro passo para que eu não volte a cair de novo.

Eu ouço o silêncio do mundo, sinto o silêncio do vento quando vem numa leve brisa, vejo o silêncio do céu limpo e retraiu-me.
Um a velha frase diz "O coração tem razões que a razão desconhece." Daí fecho os olhos em direcção ao sol, sinto o calor a entrar dentro do meu corpo, sinto a luz a iluminar o que tanto se escondeu. Ouvir o coração será o melhor a fazer, segui lo será uma duvida posta em mim, saber se deu certo será uma previsão.
Mesmo ele a bater a um ritmo comum, sinto a dor intensa que guarda e suporta mas mesmo assim não me deu o silêncio deu me a coragem de seguir e deixar o passado no esquecimento.
A força de andar é tão pouca mas ele continua a bater e enquanto isso permanecer eu tenho que lutar com ele num “recomeçar”. O vento faz me sentir que segura de mim, o céu azul faz me lembrar de quando ia na rua a espalhar a notícia que era amada com um breve olhar. A lua da noite estrelada faz me lembrar alguém ao meu lado agarrado à minha mão e dizer “ não me deixes”.

Perdermos quem é parte de nós é perdermos a noção que temos alma, que temos consciência, que temos medos, que temos alguém e ter apenas a noção que temos o desespero nos nossos olhos.

Mas nunca te te envergonhes por teres sentido desespero, amor, ódio, sensações únicas e depois acordares e veres que passou apenas de nada. Olha a água e vê o teu reflexo, vê o que podes ser com alguém que nunca te queira largar , com alguém que sinta a tua falta, com alguém que te queira junto de si permanentemente. Que não te peça espaço mas sim para nunca o dares, que deis a tua mão quando precisar de uma confidente.

Nunca te arrependas se as primeiras coisas da tua vida foram realizadas com quem não te queria amar mas apenas viver uma ilusão. Lembra te que a vida te deu esta oportunidade de seres feliz e outra oportunidade para aprenderes que nunca chegas a conhecer verdadeiramente ninguém mesmo que estejas desde o principio até à morte, mas lembra te também que quem te rejeita apenas fica no fundo enquanto tu vais dar de ti o que apenas foi usado por outro alguém e nunca valorizado e que este novo alguém vai dar valor e fazer ver que o amor existe basta acreditar.




Levanto me, fecho o caderno num toque leve, a caneta vai agarrado a ele e espero pela próxima paragem para que um novo capitulo possa escrever dando vírgulas e não um ponto final.